faço em notas minha espera
não importa o quanto falte
não importa o tempo que passe
sempre haverá uma melodia
que te lembre
que te desenhe
que mostre teu cheiro
uma canção que cante a sua voz
um nascer de sol
desenhado em música
faço em notas minha espera
não importa o quanto falte
não importa o tempo que passe
sempre haverá uma melodia
que te lembre
que te desenhe
que mostre teu cheiro
uma canção que cante a sua voz
um nascer de sol
desenhado em música
invento noites
invento luas
invento motivos pra te ver
quando te vejo
esqueço do tempo
esqueço de mim com o tempo
um barco a velas
perdido no espaço
em seu rumo diário
o amor é uma correspondência
sem destinatário...
agora parto em direção ao meu nada
quando ao vazio chegar
não tiver onde ir
o que fazer
o que dizer
sei que aí vou me encontrar
incompleto
insano
incerto
insosso
insatisfeito
indigno
infeliz
tenho que pensar
tenho que compor
enquanto a mente vaga
vagamente
enquanto espera
enquanto evita
enquanto mente
automaticamente
sem pensar
nem sente
que vez enquando
mesmo que tente
tenha em mente
que a mente mente

vim para levar almas
meu mundo não é este
minha missão se perdeu
quando vi teus olhos
achei que me amava
achei que alguém em mim pensava
vou te proteger do frio
da dor te farei esquecer
no escuro te guiarei
e quando você de mim precisar
mesmo que não me peça
mesmo que não queira
aqui estarei
o sol vai se por
a noite vai chegar
a lua dança seu balé
no palco do céu
as estrelas são testemunha
do seu corpo iluminado
a luar
quente
ardente
não vou tocar
vou apenas olhar
minhas mãos não suportariam
sua pele encostar
quando humano for
quando humano me tornar
e um dia te encontrar
você não vai me reconhecer
vai desejar me esquecer
e a mim nem recompensa
nem dor
nem alegria sentirei
apenas seguirei
levando a certeza
de que te amo
e sempre te amarei
Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o
cinema
Não é porque não acho o papel onde anotei o telefone que eu tô precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando
Não é porque fui mal na prova de geometria e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio, não é por que tá muito calor
O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam e nos dariam os netos
A fome que devora alguns milhões de brasileiros
Perto disso já não tem importância
A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente dela, já nem me lembro
A derrota de 50 e a campanha de 70 pertem totalmente seu sentido
As datas, fatos e aniversariantes passam
Sem deixar o menor vestígio
Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora pelo outro ouvido
Roubaram a carteira com meus documentos
Aborrecimentos que eu já nem ligo
Não é por que eu quis e eu não fiz
Não é por que não fui
E eu não vou
O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto
Juntos viveríamos por mil anos
por que o nosso mundo estaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando com seus filhos
E depois nos trariam bisnetos
Não é porque eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo
E que eu não queira tê-la, mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio
Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou
O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos
Composição: Nando Reis
Intérprete: Cássia Eller
Nada de novo no meu mundo
Eu vivo o segundo
Meu tempo é o meu lugar
Nada me tira do meu rumo
Eu sigo o meu prumo
O meu jeito de ser
Nada espero que não tenha
O que vier que venha
Sem me atropelar
Tudo que quero é o mar aberto
É ter você bem perto
Olhar no seu olhar
Tudo é novo no meu mundo
Se seu sono profundo
Entrar no meu sonhar
Sua beleza me domar
Sua beleza me amar
Toda beleza é um espinho
Se ela está sozinha
Sem ninguém desfrutar
Toda beleza é tristeza
Se não tem a certeza
De alguém comtemplar
Toda beleza é uma chama
Que, acende e inflama
Paixão de encontrar
Toda beleza é uma alegria
Que incendeia o dia
Faz a vida cantar
Tudo é belo no meu mundo
E cabe no meu canto
No meu tempo e lugar
Tudo é claro no caminho
Se não estou sozinho
E alguém vai me guardar
Nada de novo no meu mundo
E o sol a cada dia
Na noite a escuridão
Tudo de novo no meu mundo
Comigo eu carego
Beleza e canção
Composição: Milton Nascimento
Quem quis me ferir
Ficou assim
Não aprendeu perdoar
Morrer de amor até o fim
Não brinque de esconder
Não fica bem
Você mentir depois de jurar
Desperdiçar
O tempo de tentar morder
E provar de amor e não largar
Pra tentar conhecer
Quem olha pra mim
Me vê feliz
Não sabe o que é duvidar
Viver de amor até o fim
Não quero mais chorar
Sem perceber
Jogar a vida inteira no ar
Saber de cor
Viver do jeito que se quer
E morrer de amor e não ligar
Pra tentar esquecer
Composição: Toninho Horta e Ronaldo Bastos
longe se vai o trem
na distância da solidão
da música esquecida
apita a maria fumaça
no vagão escuro
da alma que se vai perdida
Quando você gritou mengo
no segundo gol do Zico
tirei sem pensar o cinto
e bati até cansar.
Três anos vivendo juntos
e eu sempre disse contente:
minha preta é uma rainha
porque não teme o batente,
se garante na cozinha
e ainda é Vasco doente.
Daquele gol até hoje
o meu rádio está desligado
como se irradiasse
o silêncio do amor terminado.
Eu aprendi que a alegria
de quem está apaixonado
é como a falsa euforia
de um gol anulado.
Composição: João Bosco / Aldir Blanc
farei uma lista
das pessoas que me esqueceram
das que fizeram questão de me esquecer
das que nunca lembraram de mim
das outras que nunca irei conhecer
e talvez de algumas que me esqueci...
talvez eu quis esquecer...
é... não vai sobrar muita gente...
meu Deus me tira daqui
já que esse sofrimento não sai de mim
me leva desse mundo
essa dor que não quer passar
cada vez mais forte...
não vou aguentar...
o pôr do sol num bar não é pra mim
estrelas sob o mar não são pra mim
mil vezes já me disse
nem que você pedisse
só pode ser tolice
gostar assim
eu juro que apesar de achar o fim
me apaixonar por quem não é pra mim
quero pagar pra ver
e juro que você não é
mas há de ser
pra mim...
George /Ira Gershwin versão Aldir Blanc
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