Preciso não dormir
até se consumar
o tempo da gente
Preciso conduzir
um tempo de te amar
Te amando devagar
e urgentemente
Pretendo descobrir
no último momento
Um tempo que refaz
o que desfez
Que recolhe todo sentimento,
e bota no corpo
uma outra vez
Prometo te querer,
até o amor cair
doente
Prefiro então partir
a tempo de poder
A gente se desvencilhar
da gente
Depois de te perder,
te encontro
com certeza
Talvez no tempo
da delicadeza
Onde não diremos nada,
nada aconteceu
Apenas seguirei
como encantado
ao lado teu
(Cristovão Bastos e Chico Buarque)


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